Líderes pregam crescimento sustentável no Fórum Campinas +21

27/03/2012

Lideranças políticas, empresariais e gestores públicos se reuniram nesta segunda-feira (26) para traçar um plano de metas que aliem o desenvolvimento econômico ao crescimento sustentável para Região Metropolitana de Campinas, no primeiro dia do Fórum Campinas +21.

O evento, que é um projeto do Fórum das Américas, da Anhanguera Educacional e do Instituto Sustentar, tem o apoio do Grupo RAC e, como proposta a união permanente de forças para traçar um caminho ordenado para a região responsável por 20% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado de São Paulo.

O prefeito Pedro Serafim (PDT) discursa na abertura solene do Fórum, ontem, no Royal Palm Plaza: programação do evento segue hoje. (Foto: Dominique Torquato / AAN).

O objetivo é trazer à tona os problemas e desenhar soluções para a RMC, que possam ser apresentadas em uma carta compromisso no Rio +20, uma conferência da Organizações das Nações Unidas (ONU) sobre desenvolvimento sustentável, que acontece no Rio de Janeiro entre 13 e 22 de junho.

A ministra-chefe da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, representou o governo federal no fórum, que teve na abertura solene discursos do diretor do Núcleo de Sustentabilidade da Associação das Nações Unidas Brasil (Anubra) Fernando Garnero, do presidente do Instituto Sustentar, Luiz Fernando Faria e do prefeito de Campinas Pedro Serafim (PDT).

O chefe do Executivo de Campinas afirmou que o ponto forte do evento é o estudo de soluções globais para a RMC, em um projeto que integra municípios para o bem comum da região. 'Temos que encontrar soluções para além dos limites de Campinas. Estas soluções ajudarão a preparar a região como um todo para os grandes eventos que se aproximam, como a Copa e as Olimpíadas. Estes acontecimentos devem ser muito bem planejados para repercutir somente de maneira favorável e deixem um legado positivo para a região', disse Serafim, em entrevista ao Correio durante o evento.

O debate de soluções é a tônica para um desenvolvimento consciente, segundo Garnero, um dos idealizadores do fórum. O diretor do Núcleo de Sustentabilidade da Anubra afirmou que Campinas é sede de muitos debates empresariais e de tecnologia, porém, esta é a primeira vez que o município é colocado como polo nacional de discussões sobre sustentabilidade. 'Estamos carentes de metas nos âmbitos públicos e privados que tratem desenvolvimento econômico e sustentabilidade como questões indissociáveis. Esta não é uma discussão do futuro, isto é algo que precisa ser colocado em prática agora e o quanto antes. E é importante que as cidades de uma região tão pujante como a RMC saiam na frente neste debate', disse Garnero.

O discurso do presidente do Grupo RAC, Sylvino de Godoy Neto, repercutiu de maneira positiva entre os presentes, que defenderam sua linha de raciocínio. Segundo Godoy Neto, interesses e vaidades devem ser deixados de lado quando o assunto em discussão é o crescimento sustentável de Campinas. Além disso, disse, é fundamental que todos os componentes do debate sejam utilizados de forma conjunta, com objetivo claro e definido de evitar impasses e permitir a viabilização do progresso dentro de um contexto de preservação.

'O momento não poderia ser mais oportuno para este debate em Campinas. Muito se fala sobre crescimento sustentável, mas o discursos esparsos e sem objetivos não podem ser colocados emprática. A economia e a defesa do meio ambiente devem andar lado a lado, e ter um balanço equilibrado para que possamos chegar em um caminho interessante para moradores e empresários', afirmou Godoy Neto.

Para o presidente do Instituto de Pesquisas Econômicas Avanças (Ipea) Marcio Pochmann, a diminuição paulatina do abismo social entre ricos e pobres em Campinas e a transição da RMC de um centro industrial para um polo de serviços, foram os dois fatores que contribuíram para o crescimento sustentável da região, até o momento.

'Hoje, estamos preocupados em distribuir a renda para fortalecer a economia, e não fortalecer a economia para depois tentar dividir a fatia do bolo. No passado, já vimos que isto não deu certo. Os crescimentos das classes C e D impulsionam o setor de serviços, que hoje já é responsável por 80% da riqueza e 70% dos empregos de Campinas. Uma cidade prestadora de serviços é uma cidade com baixa emissão de CO2. É uma cidade sustentável', explicou.


Câmaras Temáticas

Cidades sustentáveis, Mobilidade Social e Educação em Direitos Humanos foram as três primeiras câmaras temáticas criadas no fórum, que em reuniões futuras abordarão também assuntos como segurança e saúde na RMC. A produção do evento será responsável por criar um mailing com todos os participantes do fórum, para que as discussões continuem pela internet. Cada câmara terá um líder responsável por organizar o debate de ideias e conduzir o plano de temas. Nesta terça-feira(27), o tema central do Campinas +21 é 'Cidades e Políticas Sustentáveis' , e ocorre a partir das 9h no Salão Imperial de conferências do hotel Royal Palm Plaza.


Direitos Humanos

Antonio Carbonari Netto, fundador e presidente do conselho de administração da Anhanguera Educacional, um dos idealizadores do fórum, defendeu, ao lado da ministra-chefe da Secretaria de Direitos Humanos Maria do Rosário, o tema Direitos Humanos como disciplina no currículo do ensino Fundamental. Para Carbonari, o estudo precoce e contínuo do tema é a melhor forma de preparar a sociedade o futuro. 'Na Anhanguera bati o pé e arrumei briga com muitos professores quando tornei esta cadeira obrigatória. Mas as crianças necessitam do ensino sistemático destes temas', disse.

Para Maria do Roaário, a proposta é excelente para o Brasil todo. 'A educação catalisa a vontade e o projeto de desenvolvimento de um povo, não somente o desenvolvimento econômico, mas principalmente o desenvolvimento social e humano', disse Rosário. Segundo a ministra, o ensino de Diretos Humanos é o embrião para uma nova geração que pactue de ações não violentas, e que tenha respeito à diversidade. 'Temos que pensar na Justiça e na convivência como algo baseado na dignidade humana. O desenvolvimento econômico sustentável, que é o tema do fórum, tem que ser pensado e construído em cima de valores essencialmente humanos. Direitos Humanos foi uma expressão que ficou durante muito tempo estigmatizada como um termo político no Brasil, carregado e preconceitos. Minha missão é mostrar que o termo abrange muito mais do que isso. É sinônimo de civilidade', completou.


Fonte: RAC

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