CARTA DE SÃO PAULO

São Paulo, 23 de Outubro de 2001

De: Fórum das Américas
Para: Senhores Presidentes do Brasil e dos Estados Unidos
Assunto: A Nova Economia Global e a ALCA

Excelentíssimo Senhor Fernando Henrique Cardoso,
Presidente da República Federativa do Brasil,

Excelentíssimo Senhor George W. Bush,
Presidente dos Estados Unidos da Américas,

Senhores Chefes de Estado e Governo,
Representantes do empresariado, de universidades, da mídia e do Parlamento do Brasil e Estados Unidos reuníram-se em São Paulo, nos dias 22 e 23 de outubro de 2001, no contexto da conferência "Riscos e Oportunidades: a Nova Economia Global e a ALCA".
Promovida pelo Fórum das Américas, entidade independente e reconhecida de utilidade pública, a conferência realizou extenso e profundo exame da conjuntura econômica e geopolítica internacional, valendo-se da ótica da sociedade civil brasileira e norte-americana.
No primeiro dia deste exercício, concentramos nossas atenções:
-- na dinâmica da geoeconomia num contexto de expectativas e incertezas;
-- em nossas relações econômicas bilaterais;
-- na dimensão jurídica dos novos desafios econômicos, e
-- nas estimativas de crescimento para as economias de nosso hemisfério.
No segundo dia, voltamos nossos olhos para:
-- as perspectivas da ALCA e da Organização Mundial do Comércio;
-- o fortalecimento da competitividade do setor produtivo no Brasil e nos Estados Unidos, e
-- o papel da opinião pública no delineamento dessas questões.
Desta conferência, resulta um inestimável acervo para que nossos dois países possam trabalhar conjuntamente e sobre as bases de benefício mútuo. Brasil e Estados Unidos são o fulcro da negociação para um mercado hemisférico. São parceiros fundamentais no enfrentamento deste complexo panorama internacional que se apresenta.
No continente e em todo o mundo, são inusitados os desafios que ora vivemos. Estes incluem a negociação da ALCA, o combate ao flagelo terrorista, ao narcotráfico e ao crime transregional. Compreendem, acima de tudo, o fortalecimento da democracia e de sociedades abertas, e a diminuição das assimetrias.
Formularam-se, nestes dois dias, muitas indagações, diagnósticos, reflexões e respostas. Mas, sobretudo, esta Conferência produz os seguintes resultados concretos:
1 - O estreitamento do contato entre empresários, profissionais do direito e da imprensa, professores e universitários, o que gerará negócios, joint-ventures, intercâmbio acadêmico e científico.
2 - A publicação e divulgação, de maneira universal e o mais breve possível, por meio de livros e da Internet, da íntegra de todas as 41 palestras proferidas nesta Conferência. Encaminharemos o conjunto deste debate aos Parlamentos de Brasil e Estados Unidos, às suas instâncias governamentais responsáveis por relações internacionais e comércio exterior, e ao setores do mundo acadêmico dos dois países onde se reflete sobre questões internacionais.
3- A Constituição, a partir dos Painelistas e participantes desta Conferência, e sob a égide do Fórum das Américas, de um Conselho Consultivo Internacional. Este grupo de alto nível manterá, presencial e virtualmente, um diálogo ágil, cooperativo e sustentado que aproxime líderes da sociedade civil do Brasil e dos Estados Unidos. Um Conselho Consultivo que formule, com base no conceito de planejamento estratégico, as diretrizes para que Brasil e Estados Unidos construam alianças que promovam a harmonia e a prosperidade em nosso continente.